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Horário de Funcionamento do Mercado
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Ter, 27 de julho de 2010 10:48 |
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Claudete Catarina Vargas – Culinarista há mais de 30 anos  Com mais de três décadas de experiência na área, Claudete hoje dá aulas de culinária no Mercado. Tem uma longa relação com ele, onde se abastece dos seus condimentos, temperos, materiais e ingredientes para ministrar os seus cursos. Além disso, é freqüentadora assídua de várias bancas e diz que está sempre descobrindo uma novidade no Mercado. Ah, o Mercado é fundamental para a cidade. Inclusive eu conheço muitos estados e posso dizer que o nosso Mercado é muito limpo, bonito, dá gosto de vir aqui. É, um passeio e para quem gosta de gastronomia é muito legal, com restaurantes bons. Outro dia uma senhora, advogada estava falando que o nosso Mercado não perde para outros do Brasil e é maravilhoso. Eu acho que aqui tem muita coisa boa, para oferecer até para os turistas. Tem aquela confeitaria pelotense lá em cima, que você pode tomar um chá, um lugar legal, seguro, banheiros limpos. É uma coisa mais antiga, não é nada moderno, mas é limpinho.Vinha comer sorvete na Banca 40. E vinha comer peixe no restaurante lusitano que era do meu tio, que era sagrado. São coisas que marcam na nossa infância. Conheço os mercados de SP, Florianópolis também tem um Mercado muito legal e lá para cima eu conheço os de Natal, Bahia, mas são mais sujos com aquelas carnes sêcas, expostas. No nosso Mercado é tudo muito limpo, muito cuidado, com mais higiene. A reforma foi maravilhosa e esse prédio é muito lindo. Eu indico para minhas alunas: o Mercado, aqui você encontra tudo. Dentro da nossa área de gastronomia em Porto Alegre ainda falta muita coisa e aqui no Mercado achamos tudo. E quando não encontramos, eles providenciam alguma coisa diferente. Elena Ferraz - 68 anos – aposentada e sua irmã no MP. Joaquina Ferraz – 64 anos.  Em suas compras o principal item é a sacola ecológica. Elena: Eu penso no meio ambiente, porque usando essa sacola, eu vou estar ajudando a manter o nosso meio ambiente limpo, pois o plástico leva mais de 100 anos para se terminar. Essas enchentes que ocorrem vem ser motivo do lixo. Essas sacolas plásticas entopem todos os bueiros. A sacola ecológica vai para casa direitinho, eu lavo, eu volto com ela novamente, guardo ela em casa e não vai poluir o meio ambiente. Então devemos se conscientizar e cada um fazer sua parte. No Mercado vou muito na banca 12, mas tem outras aí que são muito boas. Aqui é um lugar que buscamos coisas boas para a nossa saúde. Venho com muita freqüência aqui. Paulo Brossard de Souza Pinto, político, advogado e jurista.  Encontramos o ex-senador e ex-ministro da Justiça comprando pão, feijão e carne para feijoada. “Desde que eu cheguei em Porto Alegre, antes da enchente, eu compro no Mercado. Acho que aqui sempre se compra coisas novas e de boa qualidade. E o pessoal é amigo, conhecido. Acho que agora já tem mocotó, né? Quero ver se no fim de semana eu almoço no Gambrinus. Sempre que posso eu procuro ir aos mercados. É uma referência da cultura do povo. ” Um cliente especial: “seu” Roberto Paulo de Almeida, 101 anos. Ele estava na Banca do Holandês acompanhado da nora. Recorda do antigo Mercado Público. JM - No Mercado Público o que mais marcou o senhor? Roberto: Do Mercado antigo eu lembro das galinhas que a gente comprava. JM - E o bonde?Roberto: Não tinha outra coisa. Hoje é tudo diferente, o senhor é moço. Quando eu tinha dez anos, isso aqui era tudo muito diferente. A tecnologia avançou tanto que eu vou lhe dizer, não sei onde vamos parar.
JM - O senhor chegou a conhecer o Mercado Livre? Roberto: Eu nunca ia lá. Tudo aqui era velho. Se lembra do Teatro Coliseu? Eu sou daquele tempo, freqüentava muito o quando era moço. Eu morava na rua do Palácio, hoje a Duque de Caxias. A luz era de querosene e lampião, nem na rua tinha luz. Muitos anos depois que veio a luz, éramos muito atrasados em tudo. JM - O que o senhor gosta de Porto Alegre? Roberto: Eu gostava muito de caminhar no bairro Moinhos de Vento, gosto dos edifícios e das ruas de lá. Eu trabalhei 40 anos na Casa Rodrigues, me aposentei lá. Eu passava todos os dias por ali (Hotel Majestic, atual Casa de Cultura Mário Quintana), morava lá adiante, na Duque de Caxias e vinha pela Rua da Praia. Eu tinha um amigo que todos os dias a gente ia tomar um “cafezinho” na Rua da Praia. O Mário Quintana todos os dias ele estava lá, eu conhecia ele melhor do que muita gente. Mas, nunca falei, ele sentava naquela distância ali e eu e meu amigo aqui. JM – Como era o Mercado antes da reforma? Roberto: Naquela época éramos muito atrasados. E depois não havia especialistas como hoje. Na Banca do Holandês sempre tinha bastante gente. Eu gostava muito de ir no Gabardo. No Graxaim, um restaurante que tinha ali perto, no Treviso, dois portugueses eram os donos. Era um tempo muito bom. Tempo de cinema, que era divido em partes, aí no final tinha um aviso que dizia: “Voltem na próxima semana para assistir o próximo capítulo do filme”. Não fosse os americanos trazer muitas coisas... Os carros naquela época eram muito ruins. Hoje não tem carro ruim, pode ser qualquer marca, evoluiu muito. Tem uma loja que vende roupas de homens, na Voluntários, esquina com a Marechal Floriano. Naquela época era só com alfaiate, hoje é tudo pronto. Wander Wildner – músico Morando em São Paulo, o ex-vocalista dos Replicantes esteve em Porto Alegre para lançar o seu quinto disco. E, como sempre, visitou o Mercado. 
Eu ainda freqüento o Mercado, venho muito aqui no japonês (Sayuri), hoje eu jantei aqui. O Mercado é um lugar lindo, adoro. É um dos lugares mais lindos de Porto Alegre, eu acho. Ainda mais depois da reforma. Acho legal a estrutura dele, um dos lugares mais clássicos da cidade. No começo vinha mais com a minha mãe, na Banca 40, na casa de erva-mate. Meu pai vinha muito ao Naval e ao Gambrinus, ele trabalhava na Caldas Junior, no Correio do Povo, acho que pegou o Graxaim, o Treviso. Sempre que eu venho a Porto Alegre, venho aqui, principalmente para comer. De tarde entra uma luz de lá (aponta para a Siqueira Campos). Almoçar aqui é legal pra caramba.” |
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Última atualização ( Sex, 27 de agosto de 2010 11:00 )
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Qua, 30 de junho de 2010 15:07 |
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Patrícia Cirio (massoterapeuta, portoalegrense) e Sônia da Luz (cabeleira) Brasil e Coréia do Sul, segundo tempo. As torcedoras Patrícia e Sônia já estavam em ritmo de comemoração. Mesmo assim sobrou um tempinho para anotar um palpite e registrar a presença nos altos do Mercado. Onde elas assistiam ao jogo da seleção. Patrícia - O Mercado pra mim é um ponto turístico, é uma referência do que o gaúcho gosta e do que tem de bom em Porto Alegre. Existe um mix de pessoas aqui. A idade vai de oito a 80 e culturalmente ele consegue arrasar. Começando pela arquitetura, pelo referencial das pessoas que vem aqui. Eu amo o Mercado! Não troco isso por nenhum outro lugar. Nasci em Porto Alegre, moro no centro de Porto Alegre e de preferência vou morrer em Porto Alegre. Sônia - O happy hour é perfeito, não existe lugar melhor. A noite é perfeita, com segurança e a música é boa. Pena que não se estende mais, né? Patrícia - Isso é o único ponto ruim. O Mercado Público devia ser 24hs. Tipo, o Marco Zero, que é o lugar que a gente mais freqüenta aqui, 2h termina. Mas a música é gostosa a cerveja é gelada, mas termina cedo pra caramba. Ruy Carlos Osterman - Apresentador dos programas Sala de Redação, Gaúcha Entrevista, e comentarista da jornada esportiva da rádio Gaúcha e colunista do jornal Zero Hora. Em abril, na comemoração dos 238 anos de Porto Alegre, no Mercado Público, o programa Sala de Redação, da Rádio Gaúcha, esteve nos altos do Mercado. No comando do programa, o professor, Ruy Carlos Ostermann, que nos falou um pouco sobre o Mercado Público. Ruy - Essa foi uma iniciativa extremamente generosa e importante da Rádio Gaúcha de transferir todo o seu estúdio, e quase tudo se faz em estúdio, para a cidade. Nós trouxemos o Sala de Redação aqui para o segundo andar do Mercado Público e foi uma festa bonita e fez com que as pessoas se aproximassem quase sobre a mesa, isso foi intencional, para que houvesse esse calor, essa retribuição. É muito raro a gente ter esse contato, e dessa vez pudemos fazer. O resultado foi estupendo e as pessoas ficaram satisfeitas e nós ficamos felizes. Eu acho o Mercado magnífico. Com essa mudança que ocorreu, essa parte superior, preservando por inteiro o que está no entorno, que onde está o velho e bom Mercado Público, eu acho que foi formidável. Nós temos luminosidade, ar, espaço, e as pessoas podem conviver magnificamente bem. É uma conquista da cidade. Jorge Fernado Rochembach (70 anos – aposentado) Jorge - Eu nasci no Brasil e morei na Alemanha há 30 anos, fui para lá em 1968. Lá não tem sacolas plásticas e quando tem a gente paga. Eu vim agora, há 4 anos. Aqui no Mercado compro peixes e carnes. Vou na Banca do Holandês, no Empório. Eu nem me lembro muito bem daquele tempo, eu acho que a gente usava menos o Mercado, tenho essa impressão. Naquele tempo eu era garoto, não tinha o hábito de vim e comprar no MP. Eu lembro de restaurantes que tinha aqui, não sei se tem ainda, muito bons, da Banca 40, que a gente vinha tomar sorvete, sucos e comer frutas. O hábito de produtos naturais já vem de uns 10 anos, achei que deveria diminuir a quantidade de carne, sou quase um vegetariano. Acho muito bom o Mercado, gosto muito! Eu acho que é uma identidade de Porto Alegre. O Mercado é um ponto referencial. Gaúcho da Copa O Mercado Público, neste mês de junho recebeu inusitadas visitas, graças a Copa do Mundo. E uma dessas visitas é o Gaúcho do Beira-Rio, que também se auto-intitula como Gaúcho da Copa. Noé, seu nome de batismo, circulava nos altos do Mercado. Noé - “Eu como gaúcho do Beira-Rio, inventei a roupa do Internacional primeiramente, depois foi a roupa do Brasil, por causa do 7 de setembro. Então eu represento tudo que é festa do Brasil. Qualquer evento que envolve o Brasil eu coloco essa roupa aqui. Isso em todos os tipos de esportes também, no vôlei, que eu conheci o Bernardinho, tenho foto com Presidente da República, com Miss Brasil, com a Governadora do Estado. Tenho foto com qualquer autoridade aqui do RS, as maiores autoridades estão comigo. E estou com o Dunga, o que ele escolher eu estou satisfeito, tem que prestigiar. Carlos Lupi - Ministro do Trabalho Ministro do Trabalho Carlos Lupi faz compras no Mercado Público. Em visita oficial a Porto Alegre, para encontrar-se com o Prefeito José Fortunati, juntamente com o assessor Flávio Zacher e o Vereador Tarciso Flecha Negra, o Ministro Carlos Lupi aproveitou para fazer compras no Mercado Público. Após a solenidade no Gabinete do Prefeito, Carlos Lupi e seu assessor dirigiram-se ao Mercado, onde, por coincidência encontraram o Vereador Tarciso Flecha Negra e sua esposa, também clientes assíduos. Na oportunidade, após brincadeiras de ambas as partes, e descontração total, o Ministro revelou que é cliente do Mercado Público há bastante tempo e que sempre que vem a Porto Alegre aproveita a ocasião para levar o tradicional charque gaúcho, do qual se diz um grande apreciador. Enviado à redação do Jornal pelo Assessor Flávio Zacher. Marcelo de Assis (36 anos – Bancário) e Sandra Nunes (Recepcionista Caixa) Marcelo: Aos 16 anos eu trabalhava como boy na Corsan, fazia um atendimento ao Mercado Público. Aqui era um negócio bem rústico, sabe,? As bancas aqui embaixo, era tudo de alumínio, o telhado era de zinco, era tudo aberto, na década de 80. A reforma que ocorreu no Mercado fez com que a gente participe mais do Mercado, pois antigamente era feito só para mijar nos cantos, ou para tomar cerveja por um bom tempo ou para sentir cheiro de peixe. Agora não, tu sente vontade de ter um convívio maior com ele, porque o Mercado está sendo mais respeitado, mais valorizado. E eu acho que essa junção com o centro histórico que está tendo agora é muito importante. Sempre que estou aqui no centro, procuro passar por dentro do Mercado para comprar um queijo ou uma lingüiça. O atendimento aqui é muito bom e está servindo como um ponto de referência. Tem banheiros limpos, tratamento diferenciado pelos garçons, lugares bem situados para assistir uma televisão, no caso agora da Copa. É um marco, como o próprio restaurante aqui, o Marco Zero. E tem mais uma, como o marco zero é aqui na prefeitura e como tem o restaurante Marco Zero dentro do Mercado está na hora do pessoal ter essa lembrança e lembrar que o Mercado está fazendo jus ao marco zero de Porto Alegre. Sandra - O Mercado é um lugar bem tranqüilo da gente fazer as compras básicas. É gostoso de vir, se encontrar com amigos, um lugar que eu freqüento seguidamente. Posso dizer que sou nova aqui em Porto Alegre, pois estou aqui só fazem 5 anos, sou de Camaquã O Mercado é um lugar que eu gosto muito de vir. |
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