Jornal do Mercado Público - Porto Alegre
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Qua, 01 de abril de 2009 02:22

Dia das Mães

 Ensinamentos de mãe

Já é comum dizer que o Mercado Público é uma grande família. Em alguns casos, famílias inteiras trabalham nele. Esta relação familiar aparece de várias formas, como as que fomos buscar nesta pequena homenagem ao Dia das Mães, retratando relações de mãe e filhos no Mercado. 

De mãe para filha     

     Rosilda José da Silva, 71 anos, tem nada menos, nada mais que 50 anos de trabalho em padarias. 18 deles na famosa padaria Cestari e o restante na padaria Copacabana, do Mercado. Até aí tudo bem. A novidade é que ela trabalha com a filha Margarete Regina Martineli na mesma padaria. Desde então as duas passaram a ter uma rotina diária de mãe e filha e colegas de trabalho, há mais de 20 anos. Vinham de Niterói todos os dias. “Cuidei do meu emprego, procurava não faltar, nem quando tinha greve de ônibus, a gente dava um jeito”, diz Rosilda, uma das trabalhadoras mais antigas do Mercado. Mãe zelosa, procurou passar todos os ensinamentos para a filha, que hoje tem 50 anos. “Procuro sempre orientar, às vezes dá uns atritinhos...Explico que às vezes as coisas não são bem assim como ela pensa, que não adianta ir pelos outros”, diz a mãe. Rosilda diz que conhece muita gente no Mercado, alguns desde que eram crianças, como Leandro, seu atual patrão. “Ele não alcançava nem o balcão”, lembra. Apaixonada pelo Mercado e pela padaria, ela diz que gosta de tudo arrumadinho e que quando sai de férias, depois de 20 dias já bate uma tristeza. Já a filha Margarete, que entrou aos 26 anos na padaria e trabalha lado a lado com a mãe no balcão, diz que ela está sempre em cima, no “bico” e tem muita experiência no trabalho. Experiência que Margarete assimilou muito bem nesses anos todos de convivência. No dia das mães Rosilda fica triste, porque lembram daqueles que já “se foram”. Tristeza que é afastada com o carinho da filha, que manda como mensagem para sua mãe uma declaração das mais sinceras: “Eu agradeço toda dia a Deus por ter uma mãe tão maravilhosa como ela, é uma super mãe”. 

 

A banca da “mãe e dois filhos” 

     Maria Pappen, 50 anos, é a própria “mãezona”. Ela diz que por muito tempo a 25 era conhecida como “a banca da mãe e dois filhos”. Os filhos, no caso Jonas e Jane Pappen Vieira. Os três começaram juntos, adquirindo a banca que estava “quebrada” na época. Ela avalia que a vivência e o trabalho trouxeram tudo que ela esperava e que se orgulha de ter podido mostrar o caminho pessoal e profissional para os filhos. “Isto aqui é uma verdadeira escola, o Mercado é uma grande família, me acolheu como mãe. É eterno, é pra sempre. A gente amanhece e anoitece aqui”, diz ela, avisando, contudo que na banca o que impera é o profissionalismo. “A responsabilidade maior sempre é comigo, mas não minha ausência é o Jonas quem responde”, informa. E Jonas como vê relação como a mãe em pleno trabalho? “A gente tenta não misturar, muito. Somos sócios, mas quando dá uma folguinha, no chimarrão, sempre tem um abraço, um carinho, às vezes tô brincando com ela”, diz ele. Porém, avisa, quando tem alguma coisa errada ela sempre corrige, não como sócia, mas como mãe. “É a hora que mais aparece o lado mãe, ela vem e orienta. Tu aprende mais e ouve porque é a tua mãe quem está falando”, diz, se declarando muito agradecido pela vivência no Mercado que foi muito importante na sua formação. E, principalmente, porque ela o chamou para ser sócio e não como empregado, que é o caso de outras bancas. Aos 26 anos, Jonas também agradece a experiência que a mãe lhe passou e diz que se tivesse que definir sua mãe numa única palavra seria “perfeita”.        

     A filha, Jane, também tem a mesma relação de admiração e respeito pela mãe, como o irmão. Hoje Jane já não trabalha mais com a mãe, atuando em outra banca do Mercado, junto com o pai. Porém, afirma: “Uma coisa é a mãe outra coisa é dona Maria da Banca 25. Quando tem que tratar assuntos diferentes, é tudo muito prático. Amo muito minha a mãe, devo muito a ela, é  a grande responsável de eu estar onde estou. Se fosse definir ela numa palavra só, seria amor”, diz a filha. Para o dia das mães Maria só espera que estejam todos juntos e o carinho deles. Mas Jonas diz que vão fazer um “churrasquinho caprichado” para ela. “Vamos achar uma coisinha bem especial para ela”, promete.

 

 
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Sex, 10 de abril de 2009 02:31

Mercado público: um verdadeiro festival gastronômico 

Pães, croissants, fiambres, salames, queijos e vinhos nacionais e importados. Em algumas bancas e padarias do Mercado Público você encontra tudo para atender do paladar mais simples ao mais exigente. E até coisas que nem imagina. Aqui um pequeno roteiro. O resto é com a sua criatividade e imaginação! 

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Qua, 01 de abril de 2009 02:15

Sala de Descanso

Um espaço digno para os funcionários     

     Quem passa pelo interior do Mercado Público entre meio dia e 14 horas, se prestar atenção vai notar vários funcionários sentados pelos corredores, escadas e onde houver um espaço para descansar. É a falta de um espaço adequado e merecido, que agora começa a ser debatido novamente.Na verdade já havia a sala de descanso, mas na época não tinha um rojeto para uso como tal. Assim foi requisitada pela SMIC, para acomodar a fiscalização dos ambulantes no entorno do Mercado.
Última atualização ( Sex, 01 de maio de 2009 02:21 )
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